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Sabe-se que os antigos romanos costumavam agrupar os artistas em colégios, a fim de que fossem desenvolvidas suas aptidões, medida que alcançou extraordinários resultados. Tendo sido adotada por outros povos, se estendeu até a Idade Média, quando surgiram as Corporações de Artes e Ofícios. A França reuniu, no princípio do século XII, pela primeira vez, em uma corporação, os artistas-moedeiros, a eles concedendo privilégios. Se originava aí a Corporação dos Moedeiros, que rapidamente se espalharia pela Europa. Entre seus privilégios destacavam-se a isenção a determinados impostos, o direito a tribunal próprio e a prisão especial. Eram sujeitos a Alcaides e julgados pelos mestres da moeda. Suas mulheres e famílias podiam usar sedas, e as viúvas “que estivessem em boa fama” desfrutavam , igualmente, de todos os privilégios, honrarias e exceções. “Não se lhes podia tomar roupa, nem palha, nem cevada, nem galinhas, nem lenha ou outra qualquer coisa, contra a vontade.”
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